20 de set de 2017

Resenha: Caraval - Stephanie Garber

Caraval | Autor: Stephanie Garber Ano: 2017
 Páginas: 400 | Editora: Novo Conceito | Lido em: 29 de Julho de 2017
Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.
Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.
       Helloo, folks. Tudo numa nice?
   Esse talvez tenha sido o livro que mais esperei para ler. Há algum tempo, quando o encontrei no goodreads, tinha decidido ler em inglês, mas quando vi que sairia em português decidi esperar. O livro não superou as expectativas que estava esperando – na verdade nem sei o que estava esperando, pois nunca li nenhum livro de circo e isso me deixou curiosa.
                O livro começa com essa perspectiva das irmãs viajarem para o Caraval e fugirem do pai malvado que só quer mandar nelas.  O livro cumpre o que promete a ideia que traz na capa: é apenas um jogo. A autora conduz com maestria a estória de modo que você não desconfia o desfecho do final. Eu não esperava o que aconteceu de forma alguma. Ela cumpre a mensagem que estampa na capa do livro. Um jogo realmente bem elaborado e em certos aspectos até mesmo sinistro.
Não se deixe enganar pelos seus olhos e pelas suas emoções. Lembre-se, é apenas um jogo.
                A escrita da autora é muito boa e eu curti a maneira como ela conduziu a estória das irmãs e descreveu os cenários dentre tantas coisas inseridas  na estória.
                Apesar disso tenho que ser sincera e justa tanto com os leitores quanto para outros livros que já li. Há algumas falhas na estória. Algumas situações muito complicadas foram resolvidas facilmente – quando não era possível, quando segundo o jogo seria impossível – e achei estranho, mas acabei deixando de lado e sendo menos criteriosa apenas porque eu estava torcendo pela protagonista e queria que Scarlett e Jillian conseguissem cumprir as regras do jogo.
O que quer que tenha ouvido sobre o Caraval não se compara à realidade. É mais do que só um jogo ou apresentação. É a coisa mais parecida com magia que você verá neste mundo.
                A busca pela irmã "parece" ser o foco da narrativa e em certo aspecto realmente é. Mas encontrei mais romance do que um mundo onde se pode explorar a magia e fantasia - ou a busca incessante pela irmã. Apesar de não ser romântica não estou reclamando, porque eu realmente gostei do desenvolvimento do romance e do que acontecia no Caraval. Mas por alguma razão pareceu apenas que eles estavam lá e nada mais que isso. Talvez no próximo livro seja explorado o pós Caraval – que realmente quero descobrir já que o cliffhanger foi muito bom. Também achei que ficou faltando explorar com mais minuciosa o mundo que as garotas deixaram para trás para se aventurar no Caraval.
                O livro é bom, mas entrega mais romance do que propriamente o mundo do jogo e seus mistérios e você acaba se enredando por essa emoção do romance talvez um pouco mais do que os perigos da estória. Devo ser justa quanto a isso ainda que tenha gostado da estória. Recomendo que leia a obra sem muitas expectativas para que se surpreenda e curta o máximo possível. O livro é bom e cada um pode e tem suas impressões sobre todo tipo de estória.

Nota: 3/5
Então por hoje é só, folks.
XO XO

17 de set de 2017

Séries que Pretendo Terminar de Ler #1

        Helloo, folks... tudo numa nice?
   Hoje nós vamos conversar sobre séries de livros e algumas que pretendo terminar de ler ainda esse ano. Então vamos lá.
   Sou problemática com séries, não sei se vocês já sabem. No geral eu começo um livro e depois esqueço dos demais, principalmente se ainda não foi lançado. Acontece com frequência. Posso contar nos dedos as séries que acompanho e as séries que terminei. São pouquíssimas. Eu fico enfadada rapidamente e às vezes me esqueço de continuar, sobretudo se eu colocar outras leituras na frente.
Então confiram aí algumas séries que pretendo terminar!
Eu já li três livros da Veronica Rossi e gosto bastante dela.
Já li os dois primeiros livros da trilogia – o que foi meio assustador. Como disse, às vezes abandono a série se não estiver suficientemente morrendo para terminá-la. Não estou desesperada para ler esse último livro apesar de quando eu ter terminado o segundo ter ficado ansiosa pela conclusão. Esse talvez seja o problema das trilogias e tudo o mais. A gente tem que esperar um ano para lançarem o próximo volume e isso acaba atrapalhando. Enfim, mas eu vou ler a conclusão, por que afinal de contas só resta um livro para ler.
 
Na minha cabeça eu não iria terminar a Trilogia do Mar Despedaçado, mas aqui estou eu finalizando-a. É sério. Já iniciei o segundo livro e estou amando. Estava com uma saudade grande de Yarvi que não imaginei ser possível. Acontece que como os livros tratam de personagens diferentes, eu não me senti muito motivada a ler o segundo logo que saiu – nem sei bem o motivo, talvez estivesse com outras leituras em mente. Eu até tinha decidido não lê-lo, mas senti uma falta enorme de alta fantasia como a de Joe Abercrombie: intricada, medieval, sangrenta e intensa, e acabei iniciando a leitura nessa semana. O livro é muito bom. E se não me engano Meia Guerra já vai ser ou foi lançado.
Talvez essa seja a minha maior frustração até agora. Não no sentido de a série ser ruim, muito pelo contrário. Eu só li Fúria Vermelha e não sei se lembram o quanto que teci elogios sobre a obra. Pouco depois que Filho Dourado foi lançado eu comprei o exemplar físico uma vez que tinha lido o antecessor em formato digital – meu meio de leitura favorito. E talvez esse seja o motivo de eu estar protelando. Não sou muito afoita de ler livros físicos. Gosto de tê-los na estante, mas ler em formato físico é muito lento para mim e às vezes quero ler deitada e com o peso do exemplar é inviável. Estou tentando mudar isso até porque estou recebendo alguns livros para leitura e resenha. Mas eu definitivamente vou terminar essa trilogia nesse ano até porque no ano que vem o Pierce vai lançar Iron Gold um spin off dessa trilogia.
Gente, eu preciso ter muita vergonha na cara porque na verdade tenho Filho Dourado desde 2015. #shameonme E muitos outros livros que tenho aqui também estão há alguns anos estancados.

Enfim, people. Por hoje é só.
Vocês têm alguma série que querem terminar de ler ainda esse ano? Contem-me nos comentários.
XO XO

14 de set de 2017

Resenha: O Ceifador - Neal Shusterman

O Ceifador - Scythe # 1 | Autor: Neal Shusterman | Ano: 2017
Páginas: 448 | Editora: Seguinte | Lido em: Julho de 2017
Primeiro mandamento: matarás.
A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.
      Hello, folks... tudo numa  nice?
   Hoje nós vamos conversar sobre O ceifador, livro de Neal Shusterman. Eu nunca li nada desse autor apesar de sempre ter sentido vontade de ler Fragmentados. Então quando a oportunidade de ler esse livro primeiro surgiu, decidi começar por esse. Não tenho certeza se foi completamente satisfatório – de qualquer forma me arriscarei em seu outro livro apenas porque sou curiosa e quero entender o burburinho que muita gente fez lá em 2015.
Então vamos lá.
                O ser humano venceu a barreira da morte, mas para manter o equilíbrio e o balanço da vida em sociedade, os ceifadores, uma organização que tem como primeiro mandamento: matarás, são os únicos que podem e devem tirar uma vida para que o crescimento populacional não ultrapasse o limite.
                Citra e Rowan foram escolhidos como aprendizes do Ceifador Faraday e devem dominar a arte da coleta: precisam aprender a matar. Mas se a cumplicidade entre eles afetar seus objetivos e por fim falharem em sua missão, Citra e Rowan estarão colocando suas vidas, e tudo como conhecem em sociedade, em perigo.
                Eu realmente gostei da estória do Ceifador, achei original e intrigante um futuro onde ninguém morre e é necessário que um ceifador precise tirar a vida de alguém para que aja o balanceamento de vida na sociedade. Confesso que não fez muito sentido para mim que as pessoas precisassem morrer para haver o balanço. Se era para ser assim, era melhor não terem inventado a cura para a morte. Mas anyway, se a ideia não fosse inventada não haveria a estória do livro e tudo o mais.
A função não deve ser concedida aos que a desejam. São aqueles que mais se recusam a matar que devem exercê-la.
                Algumas coisas nesse livro me incomodaram. Não foi o que eu esperava, mas foi bom e eu curti apesar dos problemas que apresentarei abaixo.
               Talvez meus personagens preferidos sejam Faraday e Rowan. O ceifador tem um conhecimento de sábio e uma realidade intrigante que me fascinou e rapidamente me afeiçoei a ele. Rowan de igual forma me conquistou com seu comportamento altruísta e sarcástico, muitas outras vezes até mesmo arriscado e imprevisível.
                O romance que parece ser inevitável desde a sinopse do livro não foi muito crível. Não existe insta love o que é ótimo, mas por ter demorado tanto e tantas coisas terem acontecido, a situação romântica entre os dois protagonistas pareceu sem sal e sem a real intensidade que poderia ter. Soou apenas como se um romance tivesse sido estabelecido e que precisaria ser concretizado apesar da ideia de proibição que existe entre os Ceifadores – visto que eles não podem se apaixonar ou se envolver romanticamente. Achei que o romance deveria ser melhor explorado, se o autor quisesse usar esse subterfúgio como usou em algumas situações do livro.
                Algo que achei interessante sobre esse livro é o mundo dentro do mundo. Conhecemos um mundo completamente novo onde as pessoas não morrem e dentro deste mesmo mundo há uma sociedade complexa com um sistema preestabelecido. A Ceifa. O mundo dos ceifadores. Com suas regras e mandamentos, com seus códigos e suas histórias assustadoras, de morte e de erros.
Temo por todos nós se os ceifadores começarem a amar o que fazem.
                O livro é narrado por dois protagonistas e cada capítulo introduz um diário escrito de algum ceifador ou algum código sobre a realidade de vida deles. Isso deixou a leitura um pouco lenta para mim e não curti essa parte, pois alguns escritos não pareciam fazer diferença alguma no decorrer da estória.
                Há uma sociedade maligna de ceifadores que matam por prazer e que querem mudar o curso do mundo e destruir os mandamentos que mantém essa sociedade unida. Os vilões são muito vilões e eu gostei disso, porque soou mais crível. O final foi excelente e talvez previsível, mas não deixou de ser grandioso e não me deixou menos curiosa pela sequência do livro. O Rowan é um dos meus personagens favoritos do ano – junto com August de A Melodia Feroz. O crescimento dele durante a narrativa realmente me impressionou e a obscuridade que passou a crescer nele a partir de algumas decisões que tomou realmente me fizeram enternecer por ele.
               Eu realmente gostei da estória, mas alguns aspectos me incomodaram e algumas situações não foram críveis o suficiente para mim. Realmente recomendo a leitura, pois esses problemas que apresentei aqui podem não incomodar alguns leitores e podem até mesmo passar despercebido. A maioria das pessoas gostou e recomendam.

Por hoje é só, folks. E então, já leram alguma coisa desse autor? Já leram O Ceifador? O que acharam da estória?
Nota: 3,8/5
XO XO
*Créditos da Imagem: Paradise Books

11 de set de 2017

Livros que Levei um Milênio para Ler #1

       Helloo, folks... tudo numa nice?!
  Então, hoje eu vim conversar com vocês os livros que levei um milênio para ler. Acontece quando você começa uma leitura e as coisas não fluem como o esperado, então você olha para a TBR e pensa: ah, vou ler dois de uma vez. E aí vai amontoando um e outro livro na pilha.
Ou você pode até mesmo empacar na leitura e não conseguir fazer nenhuma outra. Aconteceu comigo das duas formas e hoje eu vou mostrar para vocês o meu primeiro TOP 3 dos livros que levei um milênio para terminar.
Cidade dos Ossos
Ok, eu comecei a ler esse livro em 2015 quando descobri que teria um seriado para assistir; como eu tinha sido uma das poucas que não havia desgostado do filme tanto assim fui lá conferir. Acontece que eu estava gostando do livro até onde empaquei, mas por algum motivo não consegui continuar, fui colocando um livro e outro que estava muito mais curiosa para na frente e por isso não o terminei. Fui apenas finalizar a leitura no ano passado, uma ano e três meses depois. Que fique claro, ao final eu curti realmente a leitura. Mas tenho dessas coisas ehehehe.
Neve e Cinzas
Esse é o caso de livro que começou brilhante e maravilhoso para mim, mas que rapidamente decaiu. Eu não tinha expectativa alguma pela leitura, não sei se sabem, mas só leio a sinopse dos livros quando já estou na metade ou por algum capítulo do início.
Já fiz uma resenha aqui (confira) e falei o quanto demorei para lê-lo, precisamente mais de três freaking meses. Eu tenho essa filosofia de não querer abandonar obras, sobretudo quando se já está na metade dela, e foi isso que aconteceu. Não queria abandonar. A minha sorte é que a escrita da autora me encantou; as metáforas que ela usava e as descrições simplesmente me prenderam. E esse é um dos motivos de eu ter decidido dar uma chance para o segundo livro ainda que eu tenha detestado o primeiro. Se quiser conferir as razões pelas quais não curti a obra olha aqui a resenha.
Cidade da Meia Noite
Lembro que decidi ler esse livro por volta do primeiro trimestre do ano passado quando eu ainda estava dividindo as minhas leituras. Agora estou lendo fantasia quase sempre e um ou outro YA contemporâneo. Mas houve um tempo em que eu lia distopia e ficção científica. Na verdade ainda gosto desse gênero, mas por alguma razão a fantasia não me deixa ler outra coisa.
Enfim, achei a escrita do autor rica e descritiva, mas não foi cativante o suficiente; além disso o livro é muitooo lento. Gente eu adoro descrições, mas achei que nesse livro tinha em excesso, e houveram situações que eu não consegui imaginar e não entendi bem as passagens dos robôs e sei lá o quê. No geral eu gostei da estória por causa das personagens, mas houveram coisas que me desagradaram e fiquei com preguiça forte de continuar a trilogia.

Então, folks, por hoje é só.
Vocês têm algum livro nas suas leituras que levaram muito tempo para terminar?  Me contem nos comentários.

XO XO

8 de set de 2017

6 ON 6: Setembro Amarelo

      Então, folks... Tudo  numa nice?!
  Há muito tempo não faço posts de 6 ON 6 aqui. Estava um pouco desanimada com o blog e acabei deixando muita coisa passar. Não deixei, no entanto, de conferir os posts dos blogs parceiros que estão no projeto.
Esse mês a gente aderiu ao Setembro Amarelo - uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. A gente tinha que tirar fotos relacionadas a cor ou de livros que relacionassem ao tema. Não tenho muitos sick lits em casa que se relacionem a isso - a maioria dos meus livros tem capa escura. :) Então selecionei alguns que tenham um pouco de cor amarela em algum enfoque e tirei fotos de alguns objetos nessa tonalidade.
  Não são muitos, mas fiz o possível uma vez que estava com saudade do projeto e queria participar.
O post saiu atrasado porque tive dificuldade para encontrar coisas amarelas para tirar as fotos e porque no dia 6 foi o aniversário da minha mãe e tudo tem sido bem corrido nesses últimos dias. Mas let's go to the picures.

7 de set de 2017

Book Haul | TBR | Leituras do Mês

Helloo, folks... tudo numa nice
Então, aconteceu que apesar de agosto ser longo, não consegui ler tanto quanto queria ou deveria. Tenho uma desculpa: estava muito ocupada numa crise literária, tentando fazer capas para alguns livros ao passo que tentava estudar e revisar Ode do Infortúnio.
Contemplem o quão leitora assídua eu sou a partir de quantos livros li nesse mês longo. #shame on me
 
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