17 de mar de 2016

Resenha: Jovens de Elite - Marie Lu

Bestseller do The New York Times com excelente repercussão entre público e crítica, Jovens de Elite é o primeiro de uma série de fantasia ambientada na era medieval e protagonizada por jovens que desenvolvem estranhas cicatrizes e poderes especiais ao sobreviverem a uma febre que dizimou boa parte da humanidade. Entre eles está Adelina, que, após se rebelar contra o destino imposto a ela por seu pai, encontra um novo lar na sociedade secreta Jovens de Elite, vista por alguns como um grupo de heróis, por outros como seres com poderes demoníacos. Heroína ou vilã? Num mundo perigoso no qual magia e política se chocam, Adelina descobre o lado sombrio de seu coração. Da mesma autora da aclamada trilogia Legend, Marie Lu, Jovens de Elite é o início de uma saga arrebatadora. Perfeita para fãs de histórias de fantasia medieval como Game of Thrones, com vilões dignos de Star Wars e X-Men.
      Helloo, people... (em ASL porque nunca mais usei isso)
    Hoje eu venho trazer a resenha do livro Jovens de Elite da autora Marie Lu, que é bastante conhecida por sua trilogia Legend, uma distopia.
   Eu queria trazer vários pontos aqui sobre o livro e o primeiro deles é a criatividade da autora. Há toda aquela questão de que no geral um autor que começa num gênero se atém sempre a ele. E pelos comentários que estava vendo por aí bem por alto, fiquei meio perdida com o que ia encontrar já que tinha visto muitos livros pós apocalípticos ou distopias por aí com jovens com poderes e tal. E eu automaticamente realmente esperava encontrar isso no livro, não porque eu acreditava que a autora escreveria sempre distopia forever porque não era diversificada e coisa do tipo, foi só um desleixo por ver comentários por aí antes do lançamento do livro e durante a leitura de alguns amigos no skoob.
     E é verdade, isso acontece muito. Por exemplo, comigo, por causa da discrepância de gênero entre Histórias e Retalhos e A Estranha Mente de Seth, porque o primeiro eu trato de coisas mais bonitas e singelas, o livro é fofo, e no segundo o tema é um pouco mais pesado e psicótico, como o personagem. Existe muito disso por aí mesmo. As pessoas acham que os autores se atém a gêneros.
Por isso sempre digo que não gosto de gêneros e sim de histórias.
     Mas o que me impressionou e o que impressionou outras pessoas que leram o livro por aí foi a capacidade da Marie de ser diversificada e mostrar que não é mais uma que vendeu mais um livro de distopia dos muitos que existe por aí. Aplausos para a autora que conseguiu trazer um cenário completamente diferente dos livros que publicou até hoje e ainda assim intrigante, rico, enigmático e mais perigoso.
“O medo cria as ilusões mais fortes. Todos têm a escuridão dentro de si, por mais escondida que seja.”
    Confesso que no início da leitura fiquei confusa por esperar justamente uma distopia, mas a minha surpresa se transformou numa satisfação imensuravelmente grata. A espada na capa não foi tão sugestiva para mim, já vi livros pós apocalípticos onde as pessoas usam punhais, espadas, armas, o que tiver na frente. Não importa muito. Um exemplo claro disso é TWD.
    Jovens de Elite é um livro meio que um jovem adulto medieval. Se passa numa terra distante, em um reino caótico, supersticioso e a beira do caos. O livro é bem visual. a maneira que a autora descreve as situações torna isso. E há um cenário simples, porém esplêndido para mim porque simplesmente gosto de cenários de fantasia, aqueles que remetem um tanto ao passado, a História. Não que esse livro se encarregue de precisões históricas e coisas do tipo, na verdade ele é mais voltado para os Jovens de Elite. Trata sobre poder, traição e escuridão.
     Adelina é uma garota obscura que tem um poder diferente, ela se alimenta do medo e terror das pessoas e cria ilusões capaz de matar. Seu poder cresce a partir disso, e ela não tem escrúpulos em usá-lo à maneira que quer.
    Outro ponto importante que gostaria de ressaltar aqui é esse, a personalidade de Adelina. Ela não é uma mocinha, uma protagonista de bom coração e que procura o bem. Ela quer vingança de todas as pessoas que a tratam como aberração só porque é uma malfetto.
     O livro tem três visões da história. A parte de Adelina é narrada em primeira pessoa, Raffaeli em terceira e Teren em terceira também. O que prova a versatilidade da autora em conduzir a obra.
Seus olhos ficaram sérios e estremeço, imaginando que pequena escuridão pode haver dentro da alma dele, tão gentil.
     O único problema que senti foi que não consegui me apegar a personagem principal, ela parecia sem sal para mim, e não me apeguei muito a ela, as decisões que tomava, nem as loucuras obscuras. Mas como foi conduzida a estória, eu curti muito. Os vilões são convincentes e psicóticos e doentes e perfeitos para serem destruídos ahahah. Dou um destaque a mais ao Ceifeiro, meu personagem preferido na estória toda. E Violleta, a irmã de Adelina que é uma peça chave e impressionante no desenvolvimento da obra.
    Outro ponto que queria ressaltar é que a escrita da autora continua boa, mas como estou um tanto exigente nos últimos meses, tenho lido coisas um tanto mais complexas e isso é completamente normal de acontecer, então não me senti arrebatada pela escrita. Porque, os termos usados não me impressionaram e já pareciam batidos de serem usados em YA de qualquer estilo. Parece que os autores tem uma receita para escrever certos tipos de livros isso acaba sendo perceptível para mim que observa com cuidado esse tipo de nuance.
    O final desse livro é chocante e imprevisível. Fiquei sem palavras. A Marie lacradora arrasou, apesar de não ser o que eu esperava ou estava querendo. No livro há o romance, mas o foco no geral é o aprimoramento de Adelina aos seus poderes e seu crescimento e aceitação no grupo Jovens de Elite. Há o perigo constante de ela ser expulsa e morta por causa disso. Além de sua corrida desenfreada para se salvar das mãos terríveis de Teren. O líder Inquisidor da coroa. 
    A apesar desse problema que tive com a personagem principal de Marie Lu e a ressalva quanto a escrita simples, a estória em si é bastante envolvente e quem gosta de uma cenário Medieval vai curtir demais essa estória, poderes, intrigas, sociedades secretas e traições.
     Eu gosto muito de ler um livro meio que às cegas, para me impressionar com cada coisinha, por isso, quando quero fazer a leitura de um livro que estou muito a fim e que posso encontrar ideias divergentes, ou coisa parecida, eu não leio resenhas ou sinopses. Sempre quero descobrir cada coisinha só. Existe algumas resenhas que tiram esse brilho, eu gosto que cada personagem novo e tudo seja uma surpresa, como esse livro foi. Eu não gosto de saber demais para não perder a ansiedade e o brilho na hora da leitura.
     Eu só achei um pouco de exagero dizer que os fãs de Game of Thrones vão gostar ou coisa do tipo, não digo nada de Star Wars porque nunca assisti - eu sei, eu sei, sou um ET por causa disso ahaha. Mas a verdade é que um leitor exigente e que preze por fantasia vai passar longe desse YA de Fantasia ou então vai se decepcionar porque está acostumado a um mundo mais rico e mais cruel e perigoso em Game of Thrones. Não digo isso porque sou fã do Martin, eu nem conheço cara, digo isso porque sou realista. Confesso que não gosto dessas comparações, sempre dão errado. O livro tem seus próprios méritos. Quero deixar claro aqui, mas às vezes, acho que pra vender, as pessoas acabam exagerando nas coisas e dando nomes famosos para que as pessoas se familiarizem e se sintam instigadas a comprar.
     A resenha está um pouco diferente do corriqueiro, eu decidi não trazer um resumo da obra, uma sinopse mais embasada em fatos como o normal, porque tem uma sinopse aí e não senti necessidade de repetir a estória. Se eu perceber que uma sinopse entrega muito da estória, não se preocupem, eu retirarei e farei um resumo para vocês. Espero que ainda assim com essas mudanças vocês tenham se sentido instigados a fazer a leitura.
Nota: 4/ 5
Beijin...

10 comentários:

  1. Oi, Alana!
    Eu gostei muito de Legend e desde que esse livro foi lançado lá fora, eu estava na espera pra chegar aqui.
    Não sabia dessa do povo de GoT gostar. Só lendo pra ter certeza.
    Beijos
    Balaio de Babados
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    Porcelana - Financiamento Coletivo

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    1. Não é nem o povo de GoT gostar, mas há uma recomendação na sinopse do livro que sugere isso!

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  2. Oi Alana!
    Eu também achei que esse livro era uma distopia por ser da autora de Legend. Como a gente se engana, né?
    Que pena que você não conseguiu se envolver com a protagonista. Isso atrapalha mesmo a leitura.
    Acho tão desnecessárias essas comparações a sucessos como Star Wars e GOT. Isso só gera frustração.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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    1. KKKK, pois é eu achei que seria uma distopia e por demorei para pegar porque já estou cheia desse gênero. Não me atrapalhou de verdade, eu torcia por ela, mas não senti afinidade. Concordo plenamente, essas recomendações desnecessárias só frustram!

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  3. Olá :)
    Eu amo essa autora desde Legend, agora fiquei curiosa sobre esse final, do jeito que a autora é deve ser de cortar o coração

    Beijos

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  4. Curto bastante a autora desde Legend, por isso fiquei bem curiosa por esse livro e confesso que achei também que séria uma distopia, mas uma distopia apocalítica, com pessoas tem poder e tudo mais. Só que mesmo assim o livro parece ser bem interessante, principalmente esse final que você contou, pena que você não se conectou a protagonista.

    Beijos:*
    www.escritasnachuva.com

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  5. Oii Alana, ainda não li meus livros de Legend, mas de acordo com todos, Marie Lu escreve muito bem.
    Eu também adoro ler um livro à cegas, eles me impressionam bem mais assim!!
    Gostei da sua resenha, ela ficou ótima, mas a história em si não me chamou atenção.

    Beijos,
    Natália

    www.doprefacioaoepilogo.blogspot.com

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  6. Oi, Alana!
    Que arraso de resenha, adoro livros desse tipo, que nos surpreender muito. Nunca li nada da autora, mas já vou procurar esse!
    Beijos!
    Borboletas de Papel | Fanpage

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  7. Oie...
    Achei muito legal tudo que você mostrou na resenha, principalmente, sobre a autora ter mostrado a que veio e ter criado um ambiente novo, onde, não há comparações... Isso é bem legal!
    Os personagens com personalidade forte também me chamaram a atenção <3
    Beijos

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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Alana Gabriela - créditos

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