Resenha: Mil Pedaços de Você - Claudia Gray

26 de abr de 2016
    Helloo, people... Tudo numa nice?!
 Acho que, na verdade, isso é mais um comentário do que propriamente uma resenha, mas vamos lá. 

    Um dos motivos que me levou a querer conferir essa obra é porque foi publicado pela Agir Now - uma das editoras que mais gosto nesse contexto quando se trata de livros legais e com diagramações lacradoras. Não sei se todo mundo já está ciente, mas eu sou super viciada nisso. Eu não conheço a autora e nunca tinha lido nada dela até esses dias. Outro motivo que me fez querer ler foram as resenhas positivas que vi por aí, algumas blogueiras próximas que estavam falando sobre o livro tão bem. Sendo assim, me vi motivada a fazer a leitura.
Título: Mil Pedaços de Você
Firebird # 1
Autor: Claudia Gray
ISBN-13: 9788569809098
ISBN-10: 8569809093
Ano: 2015
Páginas: 288
Idioma: português
Editora: Agir Now
Lido em: Abril de 2016

Marguerite Caine cresceu cercada por teorias científicas revolucionárias graças aos pais, dois físicos brilhantes. Mas nada chega aos pés da mais recente invenção de sua mãe — um aparelho chamado Firebird, que permite que as pessoas alcancem dimensões paralelas.
Quando o pai de Marguerite é assassinado, todas as evidências apontam para a mesma pessoa: Paul, o brilhante e enigmático pupilo dos professores. Antes de ser preso, ele escapa para outra realidade, fechando o ciclo do que parece ser o crime perfeito. Paul, no entanto, não considerou um fator fundamental: Marguerite. A filha do renomado cientista Henry Caine não sabe se é capaz de matar, mas, para vingar a morte de seu pai, está disposta a descobrir.Com a ajuda de outro estudante de física, a garota persegue o suspeito por várias dimensões. Em cada novo mundo, Marguerite encontra outra versão de Paul e, a cada novo encontro, suas certezas sobre a culpa dele diminuem. Será que as mesmas dúvidas entre eles estão destinadas a surgirem, de novo e de novo, em todas as vidas dos dois? Em meio a tantas existências drasticamente diferentes — uma grã-duquesa na Rússia czarista, uma órfã baladeira numa Londres futurista, uma refugiada em uma estação no meio do oceano —, Marguerite se questiona: entre todas as infinitas possibilidades do universo, o amor pode ser aquilo que perdura?

    A grande questão é que eu não sou muito fã dessas estórias de dimensões, voltar no tempo e essas coisas. Vi algumas pessoas comentando sobre incoerências físicas e algumas situações  que não faziam sentido, mas como eu sou de humanas decidi deixar isso passar batido antes de iniciar a leitura. O problema é que no decorrer do livro eu percebi algumas coisas e uma falta de esclarecimentos sobre outras que me fizeram duvidar de cada coisa que a personagem estava falando, até mesmo dos físicos inseridos na estória que explicavam as coisas por alto. Eu preciso dizer que sempre detestei física na escola, mas mais do que isso, eu gosto de ficar esclarecida sobre alguma coisa, que me convença de verdade, mesmo sendo algo que não me identifico muito. E as explicações eram muito superficiais, como se não houvesse tido uma pesquisa profunda sobre determinadas coisas ou porque simplesmente pensaram assim: são adolescentes leitores, eles não entendem muito dessas coisas.  
     Para mim, a obra se volta mais para o romance. Quer dizer, o triângulo amoroso entre Marguerite, Theo e Paul. Preciso admitir que não curti a obra, nem me senti engajada a prosseguir com a leitura, só o fiz porque não gosto de abandonar os livros; mas eu realmente estava ansiando para terminar logo, o que foi um pouco problemático, acredite, mesmo o livro sendo fino. 288 páginas em dez dias é muita coisa. A leitura não estava fluindo para mim e muito menos rendendo.
    Outro ponto que me incomodou. Primeiro, a personagem principal pula dimensões para achar o cara que supostamente matou seu pai, isso eu entendo, essa sede de vingança. Mas quando ela não tem certeza de nada e só vai por pura emoção, tipo, o resultado da perícia nem saiu e ela já entra numa missão louca que pode mata-la sem ao menos conhecer a verdade para tirar conclusões é meio que sem sentido. Não me senti convencida por um único momento acerca de quem era o assassino e a protagonista também não inspirou tal sentimento. Esse é o gancho da estória e, preciso dizer, não me convenceu. Poderia ter sido melhor elaborado e a autora poderia ter trabalhado várias coisas de uma maneira muito melhor. É como se você entrasse num círculo às cegas e depois pensasse: Peidei na farofa. Para depois descobrir que de verdade você não deveria ter entrado no círculo porque simplesmente não fazia sentido, era só esperar alguém dizer alguma coisa para de verdade você seguir pelo caminho certo. (não sei se pareço lógica com esse argumentos, mas... ) Para mim, o gancho na verdade foi: precipitação.
Escute algo atrás da porta e depois saia adoidada para se vingar sem saber na real o que rolou. Não tenha os fatos, pule dimensões. Meio que as viagens dela ficaram sem sentido depois de tudo.
     Outro ponto, encontrei furos na narrativa. Pode ser eu sendo apenas paranoica e chata. Eu sei que sou uma leitora muitooo exigente. A leitura não estava fluindo, mas, apesar disso, eu estava esperando gostar da estória como algumas pessoas gostaram, eu realmente estava esperando um boom prometido, algo que me chamasse a atenção e arrebatasse a minha mente, nem que fosse simplesmente o romance para eu me empolgar, porque os outros acontecimentos não estavam me interessando em nada na estória. Mas nem nessa parte do romance eu consegui me conectar. O triângulo estava ali formado, mas a situação era caótica.
     Acho que todo mundo já sabe que eu detesto triângulos e esse foi tão na cara e descarado que fiquei com preguiça. Não senti empatia por ninguém, exceto Paul. Ele me convenceu com seu jeito contido, taciturno e legal. Mas esse amor arrebatado que ele sentia pela Margueritte, apesar de gostar dele não me convenceu. Me pareceu bem manjado. Uma receita de bolo que já vimos por aí bastante. Sei lá, talvez essas últimas semanas eu esteja avessa a romance e por isso não me conectei com nada.
      Sinceramente, não me vejo fazendo a leitura dos próximos títulos. Essa foi só mais uma distopia que não trouxe muita coisa e não mostrou um universo diferente e nem bem trabalhado com os aspectos que poderiam ser explorados de acordo com a proposta.
Ainda assim, acredito que cada leitor deve conferir por si só a leitura e tirar suas próprias conclusões.  Eu ainda não sei qual nota dar ao livro, então essa parte ficará em off.
Beijin...

8 comentários:

  1. Oi, Alana.
    É muito ruim quando criamos expectativas com base na opinião de amigos e acabamos nos decepcionamos. Assim como você, sou uma leitora muito exigente, principalmente com livros. Independente se uma história sem nada mirabolante, uma distopia ou uma ficção científica como esse livro, eu gosto e meio que "exijo" que as coisas façam o mínimo de sentido. Eu também sou de Humanas - ri muito com esse seu comentário -, e não sou fã de física, mas creio que ficaria chateada em ler algo que visivelmente não teve o embasamento científico suficiente. Que pena que nem mesmo o romance te prendeu.

    Beijos
    http://aquelaborralheira.com.br/

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  2. Hum... Volta ao passado... triângulo amoroso... não sei se essa estória funcionaria pra mim, Alana! Mas eu adorei a capa e a premissa até que me chamou atenção. Quem sabe um dia desses? Rs...

    Passando rapidinho por aqui pra deixar um beijo!
    Já faz tempo que não dou as caras por aqui, né? Tempo, tempo, tempo, mano velho! Hahaha

    Beijos!
    Fabi Carvalhais
    Pausa Para Pitacos | Participe do TOP COMENTARISTA | Promoção PQ SIM!

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  3. Oi, Alana!
    Eu também era péssima em física. Ainda sou.
    Eu até curto essa de volta no tempo, dimensões e tals, mas o triângulo amoroso já não desce tanto como antigamente.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  4. Aaaaai que tristeza ler essa sua resenha UIHAUIOHHUIA eu amei tanto o livro e tive impressões totalmente opostas. Sobre a parte cientifica da coisa eu não senti que tenha fico mal explicado, mas não entendo nada e deixei meio de lado. Eu não achei que foi um triangulo amoroso... sei lá, pela forma como ela falava eu sempre senti que ela nunca gostou muito do outro garoto e tinha mais uma atração fisica por ele do que sentimentos. Acho que o triangulo ficou mesmo entre o outro Paul, com quem ela acabou ficando de fato. Mas enfim, uma pena que o livro não tenha te agradado. :(
    Beijos
    Sil - Estilhaçando Livros

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  5. Heyyy, xará
    Senti saudades daqui, muita. Meu coração estava partido por não estar comentando, mas as coisas estavam apertadas com os estudos, tempo 0. Mas volteeei, estou de volta, I'm backkk, pro bem ou pro mal.
    Assim que as distopias entraram em alta eu virei a louca das distopias, queria ler tudo, essa overdose do gênero me deixou quase que completamente enjoada e sempre enxergando um padrão nas novas distopias que lia. Então dei uma sossegada, nem li todos os títulos que tenho do gênero e, sinceramente, nem sei quando irei o fazer. Mas enfim, sua resenha também não foi das mais positivas, triângulos me tiram um pouco a paciêncie e eu definitivamente passo essa leitura.
    Beijooos <3.
    Nasci Gabriela - www.nascigabriela.com.br

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  6. Oii Alana, tudo bom? A quanto tempo :v
    Diferente de você eu queria ler esse livro justamente por conta da física! Posso ser de humanas e não entender nada de números, mas eu AMO essas teorias físicas muito loucas (por isso sou apaixonada por Interestelar *-*) e quando vi tantos blogs falando bem desse livro fiquei super empolgada, mesmo que eu já tenha tido uma experiência ruim com outras séries da autora D: Enfim, peguei para ler e a leitura se arrastou, até pulei algumas páginas para ver se a história ficava boa em alguma parte, mas err, não, então desisti mesmo e abandonei porque não sou obrigada, maaas com a intenção de algum momento no futuro (que, provavelmente, não iria acontecer) de pegar o livro.
    E mesmo não tendo lido tudo consegui perceber o mesmo que você: furos na narrativa, tipo, o que acontecia com as pessoas que viviam dentro daquele corpo que eles encorporaram (?), eu não lembro qual era o nome que eles usavam e mesmo assim já deu para perceber que o foco mesmo era esse triângulo irritante.
    Também concordo com você sobre a parte de ela nem ter esperado saber se ele era realmente o culpado antes de ir atrás dele, sem falar no egoísmo também: a mãe dela tinha acabado de perder o marido e podia perder a filha também (porque a coisa lá que eles usaram era um protótipo) e ela nem pensou duas vezes antes de se decidir.
    Enfim, esse começo pegou muito mal e não me fez ter vontade de continuar a leitura e vendo você falar isso só confirma o que eu estava esperando ú.ù
    Beijos
    Estante de uma Fangirl
    Resenha Atual

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  7. Oie Alana =)

    A sua é a primeira resenha não tão positiva que leio desse livro. Confesso que estou bem curiosa, mas depois de ler a sua resenha vou com menos cede ao pote para não me decepcionar.

    Ótima resenha.

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary

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  8. Oi Alana! Poxa, que pena! Acho q ainda n li muitas resenhas sobre esse livro, mas acho a capa linda e realmente parece ser legal.
    Mas eu tbm prefiro quando o universo é bem explorado, e quando as coisas são bem explicadas (msm sendo de humanas kk). E nem a parte do romance te agradou... =/
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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