Resenha: A Melodia Feroz - Victoria Schwab - Pieces of Alana Gabriela

7 de ago de 2017

Resenha: A Melodia Feroz - Victoria Schwab

Título: A Melodia Feroz - Monstros da Violência | Autor: V.E. Schwab
Ano: 2017 | Páginas: 384 | Editora: Seguinte
Kate Harker e August Flynn vivem em lados opostos de uma cidade dividida entre Norte e Sul, onde a violência começou a gerar monstros de verdade. Eles são filhos dos líderes desses territórios inimigos e seus objetivos não poderiam ser mais diferentes. Kate sonha em ser tão cruel e impiedosa quanto o pai, que deixa os monstros livres e vende proteção aos humanos. August também quer ser como seu pai: um homem bondoso que defende os inocentes. O problema é que ele é um dos monstros, capaz de roubar a alma das vítimas com apenas uma nota musical. Quando Kate volta à cidade depois de um longo período, August recebe a missão de ficar de olho nela, disfarçado de um garoto comum. Não vai ser fácil para ele esconder sua verdadeira identidade, ainda mais quando uma revolução entre os monstros está prestes a eclodir, obrigando os dois a se unir para conseguir sobreviver. 
      Helloo, folks.. tudo numa nice?!
  Então, hoje eu venho trazer para vocês as minhas impressões de um dos livros que mais me chamou a atenção esse ano. Empolgante e simplesmente reflexivo. Vamos conhecer um pouco de A Melodia Feroz.
  
   Kate Harker e August Flynn são filhos dos líderes de territórios inimigos. Kate procura ser a mais cruel possível em seus atos a fim de chamar a atenção de seu pai ao que importa. August quer o completo oposto, ser valente e bondoso, defender os inocentes. Mas ele é um monstro que rouba a vida das pessoas com notas musicais do seu violino. Para ajudar seu pai numa missão, August se vê obrigado a espionar a única filha de Harker, um homem temível que vende proteção para os humanos. E como um garoto comum ele deve se infiltrar na escola através das brechas fronteiriças entre as duas sociedades.
    Num mundo onde a violência gera monstros a eclosão de uma revolução de monstros é inevitável, pior ainda quando ocorre sob o nariz de seus chefes. Com o tempo Kate e August perceberam que num momento como esse eles precisaram se unir pelo bem da sobrevivência.
Por ter ganhado vida de repente, como ao fim de um truque de mágica, ele temia a natureza frágil de sua existência. Como se, a qualquer momento, pudesse deixar de existir.
    Acredito que o motivo de eu me sentir incentivada a conferir esse livro da Victoria foi ler tantas comentários muito bons sobre as obras dela. Após o lançamento de A Guardiã de Histórias aqui no Brasil no ano passado me vi um pouco curiosa. Na verdade eu ia ler/ouvir A Melodia Feroz em inglês para treinar meu listening e Reading. Mas quando soube que a Seguinte ia lançar, decidi esperar.
         Durante boa parte desse ano me vi numa ressaca literária terrível, A Melodia Feroz foi um dos livros que conseguiu me arrancar do poço.
         A obra da Victoria não era nada do que eu estava esperando em momento algum – talvez porque só fui ler a sinopse já na metade do livro e tentar entender e cogitar o caminho proposto a ser seguido –, confesso que levei um tempo para me infiltrar completamente na estória por essa razão como é comum de acontecer quando somos apresentados a um novo mundo construído tão diferente e singular quanto possível.
           Em algumas passagens imaginei que os monstros eram uma metáfora do ser humano. Mas só foi uma impressão minha.
-Dói - ele sussurrou.
-O quê?
-Ser. Não ser. Me entregar. Me conter. Não importa o que eu faça, tudo dói.
Kate inclinou a cabeça para trás, apoiando-a na banheira.
-O nome disso é vida, August - ela disse. - Você queria se sentir vivo, certo? Não importa se é monstro ou humano. Viver dói.
         Um ponto importante sobre o livro. Tem uma pegada de Romeu e Julieta, contudo sem o romance, uma amizade baseada em confiança que vai crescendo aos poucos e se solidificando enquanto Kate e August conhecem mais um ao outro. O livro é muito bem escrito e traz uma profundidade rica nas palavras e no mundo criado.
         Os protagonistas são empáticos e você acaba se derramando e sentindo cada um deles, experimentando seus temores e emoções. Kate é filha única e comprometida com o perigo e a maldade, apenas para chamar a atenção de seu pai, como uma criança de necessidades que precisa ser vista. Mas não pense que ela é mimada ou coisa do tipo. Kate é simplesmente uma filha que tenta encontrar seu lugar.
       August é simplesmente o oposto. Um monstro em forma, mas não em coração que está aprendendo a se conhecer e aceitar a sua natureza, alimentando-se do mal enquanto toca em seu violino – o que eu adorei por sinal, adoro violino. Mas a sua família, Flynn, está em constante disputa com os Parkers. Por causa da disputa, August pede para fazer parte do serviço para ajudar a família, ele se sente responsável mesmo não sendo um monstro, um filho forjado a partir do mal que existe no mundo.
Não havia regras, não havia limites: os culpados e os inocentes, os monstros e os humanos… todos pereciam.
         O livro é cheio de reviravoltas, frenético e recheado de ação. Altamente recomendado. Não dei nota máxima porque demorei um pouco para me acostumar com a estória e levei um tempo para verdadeiramente me infiltrar nela e ser fisgada – talvez por não ter lido a sinopse e não ter real certeza acerca do que estava esperando. Ou apenas por não conhecer a maioria dos termos que as personagens falavam com regularidade como um bom dia e que não fazia ideia do que significava. Senti que eu precisava de um glossário por um instante. Mas de resto foi uma estória muito boa e bem desenvolvida.
        Depois desse livro percebi que adoro o nome August. Ele é simplesmente maravilhoso e intenso.
        Estória altamente recomendada.
Nota: 4/5

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