18 de out de 2017

Resenha: Trono de Sal - Stefano Sant'anna

Quando Rodrik é convocado por Dramax, o matador de Serpentes, não faz ideia do que está por vir. Agora, o guerreiro aprendiz foi pego pelas andarianas, as bruxas responsáveis por transformar toda Wallazar em puro sal. Entre tempestades salubres e lutas a fio de espada, Rodrik terá que usar todo o seu conhecimento para destruir o trono vigente. E está prestes a descobrir que as grandes batalhas exigem sacrifícios que não estamos dispostos a fazer.

Helloo, folks... tudo numa nice?!
Hoje eu venho trazer para vocês a resenha de um conto que li esses dias.
Eu nunca li nada do autor, mas desde que vi essa capa fiquei enamorada por ela. O melhor capista ever que a desenvolveu. Como eu amo fantasia e nunca li um conto nesse gênero fiquei curiosa para ver como o texto era desenvolvido além de estar curiosa pela escrita do autor.
    O conto narra a estória de Rodrik, um guerreiro que foi capturado pelas andarianas em sua tentativa de junto a Dramax recuperar a espada tomada pelas bruxas e assim destruir o Trono de Sal, que tem por traz uma força maligna que assola o reino Wallazar. Mas na sua jornada perigosa perdas irreparáveis estarão diante de Rodrik e ele precisará entender a maneira correta de lidar com as adversidades.
  Vamos conversar um pouco sobre a estória.
O conceito que o livro propõe é muito bom e gostei do mundo que o autor construiu. Mas a narrativa tem um sério problema de revisão. Erros gritantes como: escrever no presente e no passado uma mesma linha de pensamento. É recorrente isso. E não tinha nada a ver com linhas de pensamentos entre passado e presente, mas um desleixo na construção da frase.
   No conto há muitos erros ortográficos e problemas em outros aspectos da revisão que me incomodaram durante a leitura.
  O final foi satisfatório, apesar de previsível, e, sobretudo não conseguiu suprir no aspecto emocional, pelo menos para mim, pois havia sentimentos faltando de modo que não consegui sentir empatia pela cena final. Achei também que as lutas foram muito rápidas e resolvidas com uma facilidade que não me convenceu. Acho que estava esperando algo grandioso demais, mas é um conto e não há tempo para muitas descrições e coisas do tipo.
    Confesso que o relato sobre o Dramax me enterneceu mais do que qualquer outra cena, e até fiquei curiosa para saber o antes com mais detalhes.

    Enfim, no que diz respeito a um mundo construído, Trono de Sal propõe um mundo interessante, mas a construção da estória deixa a desejar, sobretudo pelos muitos erros de revisão que acabaram prejudicando a fluidez da narrativa.
Ficha técnica:
Título: Trono de Sal
Autor: Stefano Sant'Anna
Páginas: 26
Lido em: Setembro de 2017

16 de out de 2017

Resenha: A Distância que Nos Separa - Kaise West

Título: A Distância Que Nos Separa |  Autor: Kasie West | Ano: 2017
Páginas: 240 | Editora: Verus | Lido em: Julho de 2017
Caymen Meyers aprendeu desde cedo a não confiar nos ricos. E, depois de anos observando-os, ela tem certeza de que eles são bons em apenas uma coisa: gastar dinheiro em inutilidades, como as bonecas de porcelana da loja de sua mãe. Assim, quando Xander Spence entra na loja, basta um único olhar para Caymen perceber que ele tem muita grana. Apesar de ele ser um fofo e entendê-la como ninguém, Caymen é esperta e sabe que o interesse de Xander não vai durar. Porque, se tem algo que ela aprendeu com a mãe, é que caras ricos vão inevitavelmente partir o seu coração. Mason, o cantor de rock tatuado — e classe média —, tem muito mais a ver com ela, certo? Então por que ela não consegue tirar Xander da cabeça? Quando a amizade e a lealdade de Xander estão prestes a convencer Caymen de que ser rico não é uma falha de caráter, ela descobre que o dinheiro tem um papel muito maior no relacionamento dos dois do que ela poderia imaginar. Será que Caymen vai arriscar ter o coração partido para encontrar o seu verdadeiro amor?
        Helloo, folks... tudo numa nice?!
    Sempre tive curiosidade para ler os livros dessa autora e por um tempo fiquei realmente tentada a ler Encruzilhada. Como tinha um triângulo amoroso protelei bastante, então quando surgiu a oportunidade de ler Namorado de Aluguel li rapidinho. De cara gostei da estória e percebi que poderia ler os livros dessa autora com tranquilidade, pois poderia gostar.
   Quando saiu esse novo lançamento acho que fiquei com um pé atrás depois de ler a sinopse. Infelizmente detestei esse livro. Finalizei a leitura porque simplesmente me recusei a abandoná-la. A obra é muito ruim e me deixou cansada.
    Nem preciso fazer um resumo da estória porque a sinopse já entrega tudo, infelizmente. Não há margem para mistério algum.
    Na estória há uma receita bem manjada de romance: o garoto rico encontra a garota pobre. E a diferença de classes impedem os dois de ficarem juntos. Tentei relevar esse clichê revelado na sinopse, mas a estória não conseguiu inovar dentro desse clichê.
     Não me importo de ler um romance açucarado, contanto que haja algum tipo de clímax que me deixe extasiada. Não acontece nada do tipo nesse livro. A estória é bem chata na verdade e muito diferente de Namorado de Aluguel, uma obra que parece ter mais tato e cuidado na construção das personagens. Esse é o diferencial das duas obras.
    Achei A Distância que Nos Separa muito ruim, a escrita me pareceu rasa demais e as personagens não me convenceram em momento algum. O livro foi uma decepção, sobretudo pelas boas expectativas que tinha na obra.
    Uma coisa bem supérflua que tenho que comentar: tive uma birra com o nome Xander. Pelos céus, a Kaise não poderia trabalhar melhor esses apelidos da obra?
   O livro foi muito abaixo do que eu esperava e não entregou nem a unha de Namorado de Aluguel. Eu não queria fazer comparações, mas foi impossível deixar de me perguntar se a autora que escreveu A Distância que nos Separa era a mesma de Namorado de Aluguel. Não tinha humor no livro, nem nada muito grandioso ou que pudesse prender o leitor, além disso as cenas pareciam curtas demais e mal construídas. Não houve a profundidade de sentimentos esperada de modo que o leitor pudesse enternecer pelas personagens.
Meu comentário no SKOOB durante a leitura:
Li o outro livro de romance YA da autora e realmente tinha gostado. Esse, no entanto é fraco, a escrita também se mostra fraca, a personagem é sem personalidade, faz as coisas sem saber porque está fazendo o que está fazendo, literalmente... Ela mesma afirma isso. Enfim esse livro está se mostrando muito ruim!
Já deu para perceber que não curti a estória e infelizmente não recomendo a obra.
Por hoje é só, folks.
XO XO
Créditos da Imagem: Minha vida Literária

10 de out de 2017

Lançamento: Ode do Infortúnio

Helloo, folks... tudo numa nice?
Então, hoje eu vim falar com vocês sobre meu novo livro: Ode do Infortúnio.
Vou logo avisando que sou péssima fazendo divulgação, mas de qualquer forma estou tentando.
Escrevi Os segredos de Afternoon Fall (esse era o nome do livro antes) há uns três anos, mas nunca dei continuidade a estória por sempre estar com muitas coisas e novas ideias na cabeça. No início o livro tratava com mais afinco sobre brincadeiras malvadas e licantropia (porque estava lendo sobre isso na internet e me vi inspirada), com o tempo e com as revisões eu fui mudando isso até chegar ao que é hoje.
É sempre outono em Afternoon Fall.
Após um incidente de proporções terríveis, Marjorie é forçada a se mudar da cidade grande para viver em Afternoon fall, e começar uma nova vida ao lado de sua avó paterna, Lucíola Edinger, a senhora da linhagem mais antiga da região das Montanhas Norte.
Na pequena cidade trovões rugem dos altos céus chumbados como odes de infortúnio, folhas despencam das árvores frondosas numa cacofonia deliberada e seres míticos tumultuam os bosques escuros. É necessário abrir os olhos para decifrar a linguagem dos pássaros e espinhos e não cair nas armadilhas da floresta.
Ninguém é confiável na pequena cidade. Todos escondem segredos profundos e perigosos.
Marjorie desconhece os perigos que a esperam, os segredos que precisam continuar encobertos e o quanto arrisca sua vida ao voltar para o calmo e belo lugar onde nasceu. Numa cidade de Infortúnios, regida por uma lei de sangue, tudo pode acontecer.
Os segredos de Afternoon Fall é uma trilogia. Já falei aqui para vocês que não sou muito de fazer séries e nem curto ler sagas e essas coisas, dá preguiça e tals, há algumas exceções, é claro, contudo, no geral prefiro livros únicos. Acontece que não pude compactar toda a estória da cidade em um único livro. Consegui fazer uma fantasia épica (Coroa de Ferro) em um único volume, mas essa série não deu. Já estou começando a planejar os capítulos do próximo livro (que será um pouco mais longo que o primeiro) e vou começar a escrevê-lo no Nanowrimo – para que vocês não se roam de curiosidade. Não vou levar milênios para publicar os outros volumes porque ninguém merece isso, né? Então me desejam sorte.

   Vou falar um pouco sobre o livro – o que é difícil para mim, pois sou péssima sintetizando as coisas. O livro é a minha primeira obra de fantasia urbana narrado em dois POVs: Marjorie em primeira pessoa e mais quatro narradores em terceira pessoa. Nunca escrevi nessa estrutura e gostei bastante do resultado.
   Além disso, Ode do Infortúnio trata de alguns temas que considero interessantes como: sexta-feira treze, segredos, Halloween, superstição, jogo de poder, violência e uma mitologia própria criada. Então não pensem que vão encontrar vampiros, lobisomens e essas coisas no livro. Como alguns já sabem, sempre crio meus mundos e mitologias diferentes. O cenário da estória é uma cidadezinha no interior do Canadá, que foi colonizada por franceses e ingleses e que, apesar das mudanças, ainda guarda costumes dos nativos.
    Outro aviso: não esperem encontrar uma mocinha ingênua ou bondosa ao extremo nessa estória. Marjorie, como a maioria das protagonistas que conversam comigo, não é inocente. Ela é forte e segura. Talvez um pouco diferente de muitas personagens que já criei, pois tem uma coragem que assusta até a mim. Na verdade a maioria das minhas personagens sempre coloca em cheque a linha tênue entre vilão e herói. Acho que é esse o lado que mais gosto de explorar.
   Acho que Ode do Infortúnio é o meu livro preferido de todos que já escrevi, por causa do mundo e da mitologia criados. A Estranha Mente de Seth (a segunda edição, é claro) e Coroa de Ferro & Trono de Espinhos estão no segundo lugar e no mesmo páreo. Eu tenho um ranking das minhas estórias na minha cabeça ahahaha. Espero que sejam corajosos o suficiente para decidirem por conhecer Afternoon Fall e seus segredos através dos olhos de Marjorie.
   Eu fiz uns quotes, mas tem muito mais, só não estou muito inspirada e não consegui encontrar uma arte bem legal. Mas depois eu consigo desencanar e faço mais.

    A data do lançamento não é aleatória. Quem já leu deve ter percebido porque o lançamento será no dia 13. E eu já estou dando uma dica disso para vocês. Então aguardem Ode do Infortúnio na sexta feira treze de Outubro.
Ah, só uma curiosidade: não sei se vocês sabem, mas sou compositora e canto também. O nome da cidade foi inspiração de uma música que se chamava Afternoon Fall e que tinha o cenário que coloquei na cidade. Mesmo nas músicas que eu escrevia gostava de contar histórias. :)
   Anyways, people... Eu sou sempre de boas com essa coisa de oferecer meus livros para as pessoas, então quem quiser fazer a leitura de Ode do Infortúnio é só sinalizar o e-mail nos comentários para que eu envie o arquivo da obra.

Acho que por hoje é só, folks.
XO XO

7 de out de 2017

6 ON 6: Outubro - Preferidos

Helloo, folks... tudo de boas?!
Então, hoje eu vim trazer para vocês um post super atrasado. Acontece que desde quinta estive fora de casa, dando aula e cuidando de outros assuntos e só voltei bem tarde ontem à noite. Por isso o post de 6 ON 6 só veio sair hoje.
Dessa vez nós escolhemos o tema antecipadamente que é: Preferidos.
Eu não tenho muitas coisas preferidas, então decidi fazer fotos de coisas legais que eu gosto.

3 de out de 2017

Book Haul | Leituras do Mês

Helloo, folks... tudo numa nice?!
Então, hoje trago para vocês a minha lista de leituras do mês de Setembro e a minha não TBR desse mês. Fui muitooo pretensiosa no mês passado, eu estava numa vibe de leitura e queria ler o máximo possível. Eu só não contava que o final do meu período fosse tão exaustivo e cansativo como foi. Mas Thank God estou de férias.

29 de set de 2017

Resenha Série: Salvation

A narrativa é centrada em um estudante do MIT (o Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e um superstar de tecnologia que levam a um oficial de baixa patente do Pentágono uma descoberta surpreendente: um asteroide está a seis meses de colidir com a Terra.
      Helloo, folks... tudo numa nice?
   Hoje eu vim trazer para vocês um comentário sobre Salvation, uma série da Summer Season que finalizei a pouco. Como a fall season já está aí e alguns seriados começaram – muitas séries, muitas séries – eu decidi postar logo – ainda que atrasada – minhas impressões da única série da summer season que eu assisti. É claro que conferi outros seriados, mas especificamente dessa temporada do ano não vi quase nenhum. E eu adoro fall season e logo mais terei muitas resenhas e indicações de séries para trazer aqui para você.
 Mas vamos lá.
Eu não me recordo bem porque decidi ver essa série, talvez por ter visto o trailer e conferido o Charlie Rowe nele me senti motivada a conferir. Digo isso porque, para ser sincera, a still da série não me animou ou chamou muito atenção. Anyways, como eu estava procurando série para ver decidi conferir o trailer dessa.
A verdade é que não curto muito estórias sobre espaço, foguetes, ciência e tudo o mais, mas eu gostei demais dessa série. Acredito que por enxergar uma política envolvida eu tenha me fascinado ainda mais – o Pentágono, a Casa Branca e outras instituições secretas de poder estão envolvidas. Eu adoro séries de política. São as minhas favoritas.
   Salvation traz a premissa de alguns cientistas trabalhando depois de descobrirem que um asteroide está próximo de atingir a terra. A partir disso eles (governo e a funcionários da companhia Tanz) tentam encontrar formas de ajudar o país e salvar a humanidade. Mas eles são levados a um emaranhado de intrigas promovidas pelo governo, segredos terríveis que põe em risco toda a nação e o mundo.
   Nesse seriado os produtores exploraram a relação perigosa e tênue entre a Rússia e os EUA (ainda que seja batido, foi interessante e relevante averiguar a relação entre países em atrito).
   Achei muito interessante como o seriado mostrou a verdade. Porque é muito comum vermos seriados que mostram muito patriotismo e não mostram de verdade o que os EUA ainda faz e por muitos anos fez. Algumas séries só mostram um lado da estória. Salvation mostra todos os lados possíveis.
    Se porventura nenhuma das alternativas que tem para salvar o mundo dê certo, o cientista Darius Tanz tem um plano: lançar uma nave com 160 pessoas para o espaço e salvar o melhor da humanidade. Para isso ele precisa fazer testes e encontrar os melhores candidatos.
    Em diversos momentos do seriado eu me perguntei: o que eu farei ou pensaria se tivesse em mãos uma notícia de catástrofe como essa? Eu contaria a todos e deixaria o caos rolar desenfreado? Ou guardaria o segredo até o final em busca de encontrar medidas cabíveis para solucioná-lo? As pessoas têm o direito de saber algo como isso?
   Acho que são questões sobre ética e verdade que permearam o seriado ao longo dos episódios.

Você nem imagina a quantidade de organizações secretas e clandestinas que tentam sabotar o mundo, a Rússia e o governo dos EUA. Foi uma surpresa muito boa porque às vezes eu não sabia o que esperar e tinha tantas reviravoltas sobre tantos assuntos.
Essa é uma série mais que recomendada. Mesmo eu, que não curto estórias de asteroides e nem nada do tipo relacionado a física, gostei bem muito. Tem algumas falhas e uns personagens que a gente revira os olhos, mas no geral é uma série que prende. O conflito, a tensão e uma pitada de romance irão atraí-lo ao enredo.
P.S.: Eu adorei ver o Santiago Cabrera num papel diferente da outra série que assisti com ele antes (The Musketeers). Levei um milênio para reconhecê-lo sem a barba.
Por hoje é só, folks.
XO XO
 
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