11 de dez de 2017

Resenha: Prisioneira da Inquisição - Theresa Breslin

Prisioneira da Inquisição
Theresa Breslin
Ano: 2015
Páginas: 306
Idioma: português
Editora: Galera Record
Os destinos de Zarita filho de um magistrado e Saulo filho de um pedinte se cruzam de maneira irreversível quando o magistrado injustamente condena e executa o mendigo. Saulo, jurando vingança, torna-se um trabalhador do mar, enquanto Zarita deve lidar com a nova esposa do pai que em nada gosta dela. Entre vinganças e desavenças, ambos têm seus conflitos agravados pela presença da Santa Inquisição, que ameaça jogar uma cortina de tortura e turbulência, traição e intrigas, sobre toda a Espanha.

                Helloo, folks... tudo numa nice?
                Hoje venho trazer para vocês um dos melhores livros que li durante esse ano. Um romance histórico que prende o leitor e o transporta de volta a um tempo conturbado da história europeia.
                Quando Zarita vai ao templo para rezar por sua mãe que está doente, se recuperando de uma gravidez de risco, um pedinte vai ao seu encontro. Com a mente centrada apenas na recuperação de sua mãe, e enojada com a aparência do pedinte, que lhe roga moedas para alimentar a família e tratar da esposa doente, ela o recusa com asco. O pedinte tenta insistir, apelando para a compaixão, e toca no braço da menina, que acaba fazendo um rebuliço por isso. Essa atitude desencadeia uma série de eventos trágicos envolvendo Saulo, o filho do pedinte, e Zarita, que vê a sua vida mudar de repente.
                Num território acuado pela Inquisição, em meio a perspectiva das grandes Navegações, Zarita e Saulo deverão encontrar seu espaço na Espanha.

                Eu queria ler esse livro muitoo tempo atrás, muito tempo mesmo, contudo algo sempre me impediu de começar a leitura e a obra ficou de escanteio. Acho que quase ninguém leu esse livro, quero dizer, blogueiros porque até mesmo no skoob não tem muita resenha. Apesar de não ter lido a sinopse antes da leitura, eu sabia que queria ler a obra - tenho dessas manias de ler sem averiguar a sinopse.
                Não sei se sabem, mas eu amo História e acho que esse contexto medieval que me levou a gostar de fantasia épica, que trata uma realidade parecida. Mas, Prisioneira da Inquisição não é uma fantasia, mas um romance histórico.
                Na capa do livro fala como essa autora é soberba em sua escrita. Eu não poderia deixar de concordar plenamente com isso. Ela teve a audácia, no bom sentido, de brincar com um fato histórico que nós conhecemos bem. A autora deu vida a Cristóvão Colombo de uma forma intrigante e que jamais imaginei ser possível. Enquanto fazia a leitura, eu pensei: muita coragem de brincar com um assunto como esse. Gostei muito disso, pois pude conhecer fatos históricos sobre o início das navegações que não fazia ideia.
                A escrita da autora é primorosa e viciante de modo que o leitor se sente preso à narrativa. Apesar de ser um livro histórico não há termos rebuscados, e, na verdade, por ser um jovem adulto o contexto se torna fácil de entender.
                Prisioneira da Inquisição foi uma obra que me conquistou desde o início e que me fez refletir bastante ao notar a forma que as pessoas eram tratadas e como muitas pessoas utilizavam o nome de Deus para cometer suas atrocidades – o que acho totalmente errado. A Inquisição foi muito cruel, infelizmente. De todo modo eu amei ler o livro, apesar da angústia que passei durante a leitura.
                Como é comum em obras nesse estilo, o leitor passa por muitos perrengues durante a leitura. Em conflito com as ações das personagens e com o sofrimento que eles passam. Eu particularmente gostei de Saulo de primeira. Ele sofreu bastante com a morte do pai (não é spoiler, tá na sinopse do livro), e quase foi morto no processo, então o tempo que viveu no mar sendo escravo em naus o fez sofrer, mas, sobretudo crescer muito como pessoa. A vontade desmedida que ele tinha de matar toda a ascendência da família de Zarita se justifica até certo ponto, mas a insanidade que o cobriu nesse aspecto me deixou assustada e contraditoriamente satisfeita. Por que percebi que o romance não atrapalhou suas vontades. Vemos muitos livros por aí que as personagens acabam mudando sua atitude porque se apaixonam, tornando a situação menos crível possível.
                Levei algum tempo para gostar de Zarita. Como ela era a filha de um homem rico estava acostumada a uma realidade que certamente irritaria alguns leitores. Ela vivia em seu próprio mundo de riquezas, sem olhar pelos pobres como deveria e numa vida centrada em si mesma. E essa atitude dela é, na verdade, o que causa toda a confusão. Mas o seu crescimento como personagem é notável e o leitor aos poucos cria empatia por ela.
                Apenas acho que algumas questões poderiam ser melhor esclarecidas. Como a língua e a cultura que pertenciam aos pais de Saulo, uma vez que eles são estrangeiros. Mas entendo que os pais não falariam sobre suas raízes, sobretudo porque temiam a fogueira da Inquisição e que seu filho sofresse por causa disso. Também queria saber a língua estranha que eles falavam. Esse é o único ponto que acho que poderia ser explorado de melhor forma. Mas sei que pode não incomodar a quase ninguém, só falo disso porque sou extremamente curiosa. De todo é um livro muito bom e interessante.
                Prisioneira da Inquisição foi uma obra que me arrancou muitas sensações e que recomendo fortemente. Uma das melhores leituras que fiz esse ano – fiquei muito feliz com isso por que a maioria dos livros que li nesse ano não foram satisfatórios para mim. Eu gostaria apenas que mais pessoas lessem essa obra e apreciassem como apreciei. Altamente recomendado para os amantes de História e aqueles que querem se aventurar no mundo espanhol da idade média.
NOTA: 4,5/5

Bem, folks... Por hoje é só.
XO XO

7 de dez de 2017

6 ON 6: Dezembro - Retrospectiva

Helloo, folks... tudo numa nice?!
Então, o meu post do 6 ON 6 está atrasado de novo, mas tem um motivo para isso. Eu estava em dúvida das fotos que eu deveria tirar para postar aqui e como organizar o último post do projeto desse ano. Queria fazer algo cool!
  De todo modo eu não tirei essas fotos recentemente, apenas catei as imagens que me marcaram durante esse ano (que tenho no celular) e que acho que são importantes o suficiente para a retrospectiva das coisas que aconteceram nesse ano.
 Então vamos lá as fotos:

4 de dez de 2017

TOP 3: Mitologias para Ler

Helloo, folks... tudo numa nice?
Hoje eu venho trazer para vocês um TOP 3 de livros que tratam de mitologias que quero muito conferir. Selecionei três livros que ainda não li, mas que andei observando e que acredito ser uma boa pedida para cada mitologia que escolhi aqui.
Que fique claro: há mais algumas outras mitologias que eu realmente gostaria de conferir, mas escolhi primeiramente essas três para o primeiro post.
Quando o jovem Alec Dini é misteriosamente transportado ao futuro, ele não faz ideia dos perigos que o aguardam: seu vilarejo está em ruínas, e ele e seus amigos são caçados por um clã de guerreiros que busca a todo custo obter o estranho poder que o menino carrega. Quais serão os incríveis desafios que eles terão de superar para voltarem ao seu tempo?
Alec Dini e o Vórtice do Tempo é uma história de magia, amizade e coragem onde diversos elementos dos mitos arturianos e celtas do Reino Unido, Irlanda e França são introduzidos ao público infanto-juvenil brasileiro. Embarque nesta fantasia que reúne aventura, suspense e folclore em uma narrativa capaz de conquistar crianças, adolescentes e adultos.
Esse é o livro de um autor nacional que trata da mitologia celta. Ele tem formação em línguas estrangeiras e daí veio o seu desejo de escrever sobre a mitologia celta. Também estudei os anglo saxões e gostei muito de conhecer o mundo de Beowulf dentre outras criaturas e estórias.



Sempre tive curiosidade em ler um pouco sobre a mitologia russa e, na verdade, li um pouco de alguns mitos esses dias, o que me impulsionou e me encheu de vontade de escrever estórias baseadas nessa realidade. Acho que esse livro não tem o tipo de estória mitológica que envolve a fantasia épica que estou procurando, mas acho que ainda assim será suficiente porque posso encontrar a mitologia russa ainda que seja a mais branda.



Bem, esse livro não trata de uma mitologia especificamente, mas sim de uma realidade do império romano. Pelo book trailer que vi a obra traz sua própria magia e nuances de como era a vida naquela época de arenas e gladiadores – pelo pouco que li já consegui conferir isso. Eu definitivamente quero ler essa obra, sobretudo porque quem escreveu essa obra é uma das minhas autoras preferidas.



Bem, people, por hoje é só.
Me digam nos comentários as mitologias que mais gostam e se interessam de ler.
XO XO

1 de dez de 2017

Resumo do Mês de Novembro

Helloo, folks... tudo numa nice?!
Então vamos de resumo do mês e algumas leituras que pretendo fazer em dezembro. Dessa vez estou sentindo que vou conseguir cumprir a minha meta simplesmente porque estou me sentindo um pouco relaxada e despretensiosa com a pilha literária. Acho que por que meu leitor quebrou esses dias. Meu ritmo agora está mais lento.

29 de nov de 2017

Quotes #3: A Melodia Feroz - Victoria Schwab

Hello, folks... tudo numa nice?
Então, eu li A Melodia Feroz há um tempo já e está na lista dos meus livros favoritos desse ano, uma lista que, aliás, é muito pequena infelizmente. Por isso sinto que preciso falar tudo quanto possível e dar o meu melhor divulgando todas as coisas boas que encontrei na estória da Scwab. É sério. A Melodia Feroz é muito bom, catártico e choca o leitor, além de ter uma narrativa ágil e intensa.
Fiz uma lista de quotes aqui para que vocês confiram um pocuo da obra e sintam o gostinho do mundo dos monstros dessa estória.
Kate Harker e August Flynn vivem em lados opostos de uma cidade dividida entre Norte e Sul, onde a violência começou a gerar monstros de verdade. Eles são filhos dos líderes desses territórios inimigos e seus objetivos não poderiam ser mais diferentes. Kate sonha em ser tão cruel e impiedosa quanto o pai, que deixa os monstros livres e vende proteção aos humanos. August também quer ser como seu pai: um homem bondoso que defende os inocentes. O problema é que ele é um dos monstros, capaz de roubar a alma das vítimas com apenas uma nota musical. Quando Kate volta à cidade depois de um longo período, August recebe a missão de ficar de olho nela, disfarçado de um garoto comum. Não vai ser fácil para ele esconder sua verdadeira identidade, ainda mais quando uma revolução entre os monstros está prestes a eclodir, obrigando os dois a se unir para conseguir sobreviver.
Bem, folks... confiram abaixo alguns dos quotes interessantes desse livro. Tem mais, é claro, mas imaginei que o post ficaria enorme.
Por que tem tantas sombras no mundo, Kate? Não deveria ter a mesma quantidade de luz?
- Só podemos tomar a alma de pessoas que feriram outras.
- Eu já feri gente - Kate disse, na defensiva, como se sentisse orgulho disso.
- Não dessa forma.
- Como você sabe?
- Porque sua sombra não tem vida própria e sua alma não é vermelha.
A Cidade V não precisava de um código moral. Precisava de alguém disposto a assumir o comando. A sujar as mãos. Precisava de Harker. Kate não escondia a verdade de si mesma - ela sabia que seu pai era um homem mau -, mas eles não precisavam de um homem bom.
Corsais, corsais, dentes e garras,
Sombras e ossos abrirão as bocarras.
Os corsais são sombras carnívoras que se alimentam de carne e osso e nascem a partir de crimes que não envolvem a morte.
Parecia muito simples: fique ao lado de Flynn e viva com medo ou fique ao lado de Harker e pague por sua segurança.
August assentiu, embora passasse quase todo o seu tempo com medo. Medo do que era, medo do que não era, medo de se revelar, medo de se tornar outra coisa, medo de se tornar nada."
Somos os atos mais sombrios transformados em luz
[...] – Por que quer tanto ser humano? Nós somos frágeis. Somos mortais.
– Vocês vivem. Não passam todos os dias sem saber por que existem sem se sentirem reais, por que parecem humanos mas não são. Não fazem de tudo para serem boas pessoas para a vida vir e jogar na sua cara que nem pessoas vocês são.
Então, folks... por hoje é só.
Espero que confiram esse livro e gostem dele como também gosto muitoooo!
XO XO

25 de nov de 2017

Resenha de Filme | Liga da Justiça

Hello, folks... tudo numa nice?
Então, vamos conversar um pouco sobre Liga da Justiça. Contra a minha vontade, fui ao cinema assistir esse filme. Não porque eu não quisesse, mas sim porque meus pais assistiriam em português eu não gosto. Anyways, não sei se vocês sabem, mas gosto demais da DC Comics. Apesar disso eu não tinha assistido Homem de Aço e nem Superman vs Batman, apenas Mulher Maravilha. Gosto de ver as coisas na ordem e não gosto de ficar pulando muito, mas o que pude fazer?
                Como não assisti a Batman vs Superman não posso dizer como o filme acabou e se Liga da Justiça é uma sequência do filme anterior. De todo modo, o longa tem início dando ênfase às consequências da morte do Superman, que acabou desencadeando a ativação das Caixas Maternas e resultando no retorno de Steppenwolf à Terra.
                Em busca de recuperar todo o poder que a energia das caixas maternas tem, o Lobo da Estepe (Steppenwolf) junto com seu pandemônio busca invadir cada reino e encontrar as caixas que foram separadas e escondidas em três lugares diferentes. Com a premissa de precisar salvar o mundo de um monstro que quer destruir a Terra para reestruturá-la ao seu bel prazer e transformá-la em algo terrível, Batman convoca Mulher Maravilha e juntos eles se unem para recrutar pessoas com as mesmas habilidades que eles e salvar o mundo. 

                Há muito mais na premissa do filme, mas é claro que eu não irei falar muito mais para que vocês mesmos sejam surpreendidos por tudo que acontece no filme. Acredito que expor a base da estória seja o suficiente para situá-los.
                Eu gostei bastante do filme apesar de ter assistido dublado e ter feito leitura labial de várias falas (olhos revirando).  A cumplicidade que foi surgindo entre as personagens foi excelente e divertida. Muitos pontos para o Flash pelas tiradas awesome e o cordão da Mulher Maravilha que entregou os pensamentos do Aquaman.
                Eu realmente gostei do filme e tenho algumas ressalvas apenas. Como por exemplo, o efeito especial na boca do Superman que ficou muito estranho, a máscara coladíssima no rosto do Batman que o deixou com a cara estranha e bochechuda. Ainda não me acostumei com Ben Affleck de Batman. Outra coisa que me deixou um pouco frustrada foi quão pouco foi explorado a história do Ciborgue. Ele tem um papel muito importante no longa, mas senti que faltou um pouco mais de emoção para enternecermos por completo por ele. Mas digo isso apenas porque sou bem dramática e gosto de drama. :) E como assisti dublado algumas emoções dos atores podem ter se perdido nesse aspecto. Tirando algumas tiradas manjadas que acontece com frequência em filmes de super-herói, recomendo fortemente esse filme.

                As cenas de ação são impressionantes e muito bem construídas. Os efeitos especiais não deixam a desejar. A construção da estória é boa, apenas acho que o vilão não era muito forte e aterrorizante como poderia ser. Eu gostei bastante da atuação do Ezra e acredito que ele foi o ponto alto do filme para mim. Ri horrores na sala de cinema.
       Liga da Justiça introduziu muito bem a relação entre as personagens e alguns aspectos históricos de cada um que serão explorados nos próximos filmes.
Bem, folks... Por hoje é só. Me contem se já assistiram a esse filme e o que acharam.
XO XO
Alana Gabriela - créditos

Tema Base por Butlariz